quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Quase dois
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Desconhecido
sábado, 1 de setembro de 2012
Venci(da)
Você queria desistir e eu queria insistir. Uma briga que só teria um fim e a gente sabia. Mas nenhuma guerra é de verdade se um dos lados não insistir, não é? E lá fui eu, espada numa mão e escudo na outra, tentar buscar o que perdemos. A verdade é que eu já tinha jogado meu escudo fora há muito tempo, e minha espada não tinha mais ponta. Eu lutei por força do hábito. Eu lutei por acomodação. Lutei porque não quis aceitar que tinha que sair da nossa rotina e do nosso castelo, mesmo vendo ele desmoronar a minha volta. Eu lutei porque era a única coisa que eu sabia fazer ainda, e de tanto ter feito, tornou-se automático. Minha reação era lutar e tentar manter unido o que não tinha mais ligação. Mas se me perguntassem, eu não saberia explicar porque estava na guerra. Eu olhava pra você e implorava um pouquinho de ajuda, mas você jogou a toalha, rendendo-se. Não sei porque gastei as últimas palavras sabendo que eram em vão. Não sei porque tentei continuar em algo que eu nem sabia mais se era o que eu queria. Não sei porque eu hesitei em vez de aceitar a derrota. Força do hábito. Amor, talvez.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Velho amor
Eu choro porque eu deveria sentir isso por outra pessoa. Não que não sinta nada, é mais forte e concreto do que tudo isso, mas sinto falta da instabilidade. Sinto falta do cheiro e do gosto. Das brigas. Dos beijos. De verdade e mentira e oposição misturados em nós. Eu sinto sua falta.
E cada passo que eu dou pra frente, acabo endireitando o caminho de volta a você e ando em círculos. Te procurando, me endoidecendo. Nos amando. E sei que a regra é não esquecer o primeiro amor, e que o plano é aparecer de vez em quando pra sempre ser lembrado, mas deixa eu te falar uma coisa. Deixa eu te falar que esse plano funciona muito melhor do que você imagina. E a dor é grande e barulhenta e começa a ecoar desesperadamente dentro de mim, dando consequência nos outros. Você é o distúrbio que eu nunca consegui vencer, mas também nunca tentei de verdade. Porque te manter nas lembranças é muito melhor do que não te manter de jeito nenhum.
Não é que eu te queira de volta ou que eu tenha te perdoado pelos seus erros. Te quero longe e ainda sofro pensando em tudo o que você fez. As pessoas tem que entender isso. Não controlo meu coração, ou as borboletas da barriga, ou a vontade de te abraçar toda vez que te vejo. Mas isso não significa que te quero de volta na minha vida. Até desejo, mas não quero. Você é apenas a saudade que ficou aqui dentro e de vez em quando bate na minha porta pedindo colo. Eu dou colo. Nunca neguei. Mas de manhã cedinho te mando de volta pra casa, sem arrependimentos, sem dúvidas.
Porque todos esses anos eu tive certeza e você insegurança. Eu não sabia te dizer não, você não sabia se comprometer. Eu tentei, você fugiu. E eu continuei ali, esperando você aprender com seus erros e voltar correndo. Eu que aprendi com os meus, por isso hoje não te quero por perto. É por isso que hoje te digo não. E foi com os meus acertos que você aprendeu a reconhecer seus erros. Tarde demais pra se comprometer, não? Irônico.
Começar um texto te falando de saudade e de te querer por perto e terminar falando de mágoa e de não te querer realmente por perto é a maior prova de que você ficou marcado. Negativa e positivamente. Minha contradição, meu vício. Mas você é só isso: uma noite sem dormir, duas horas no telefone, um choro de saudade. Um passado que parece sempre recente.
segunda-feira, 19 de março de 2012
O Amor
É quando você tem que perguntar se o outro te ama. É quando a dúvida é maior que a certeza e vira desconfiança. É quando você chora em todas as brigas por mais frequentes que sejam, porque o medo de perder, mas a vontade de separação são inversamente proporcionais.
É quando você não é levado a sério quando pede consideração, por mais que o outro saiba o quanto errou. É quando você liga pra alguém para conversar e fazer tudo ficar bem, e passa horas tentando fazer ela rir e entender, mesmo quando quem errou foi ela. Ela não gasta mais de cinco minutos para que as coisas se ajeitem. É quando você fala que está tudo bem, querendo que ela insista um pouco mais em você, e a pessoa só finge que acredita e deixa tudo por ali. No meio do caminho, inacabado. Tentando tapar um buraco que só vai ficar mais fundo se não for consertado de vez.
É quando o medo de o tempo estar passando rápido demais e de as coisas estarem ficando sérias te impede de aproveitar por completo. É quando uma pessoa só embarca em um barquinho que foi feito para dois. Falta alguém. Falta alguma coisa. É quando você percebe que está entrando sozinho em uma luta.
Porque o amor, o temido amor, é um campo de batalhas. Não é sempre flores e dengos e cheiros. O amor é turbulento. E ele foi feito com molde para dois, com lugar para dois, com convite para dois. O amor não sabe ser sozinho, não sabe ser egoísta. Ele vai te derrubar muitas vezes, pra ver se você levanta de novo e continua insistindo nele. Ele é uma eterna luta. De dois. Lutar sozinho pelo amor não é certo... Deixa de ser amor.
É quando você não sabe se está acompanhado no barco ou se a pessoa vai pular fora a qualquer hora. É quando você quer dar teu coração, mas não te oferecem nada em troca. E mesmo assim você o entrega.
Porque o amor... É quando você não tem mais motivos pra lutar, pra insistir, pra persistir. É quando o lado negativo às vezes parece maior e mais pesado e quando não há esperanças nenhuma. O amor é quando sua energia esgotou, sua paciência foi embora, suas razões para amar acabaram. Mas você continua lá, firme, lutando por ele.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Fortaleza

Tenho essa mania chata de me apegar demais às pessoas. Sofro com despedidas, choro com términos, dramatizo cada vírgula dos meus relacionamentos. Intensifico tudo, levando a sério todas as reticências e acentos e pontos finais. Entrego corpo e alma. E meu grande erro é crer que as pessoas entregam os seus também.
Nessa brincadeira de não saber brincar, eu te assusto. Falo de futuro, de passado. Fortaleço o presente. Mas minha fortaleza é tão forte que você tem medo de não conseguir mais sair. Tem medo de que os muros sejam altos demais ou impossíveis de derrubar. Seu equívoco é achar que faço isso para te prender, para nos prender. Mas ao me fortalecer ao extremo, é para não deixar ninguém entrar. É para não bombardearem minha vida com - mais - mentiras, traições, ilusões. É para não deixarem mais marcas como essas que eu já tenho e você conhece bem. E então continuo protegendo o que ainda resta da sanidade, da calmaria, da confiança. Se você quiser sair, é só pedir. Abro a porta da frente e te deixo passar.
Essa sua claustrofobia em relação ao amor me afasta. Magoa. Porque não estou te pedindo em casamento, e um longo relacionamento não significa que é para sempre. Para de ter medo disso. Foca nas partes boas, enquanto são boas. Foca em mim, enquanto estou aqui. E se for para casar, deixa ser. Serei uma boa mãe, uma boa esposa. Você um bom pai, bom marido. E se não for, a gente vai descobrir. Querer adivinhar o futuro não faz bem, melhor parar com isso. Fica protegido aqui dentro dos meus muros, deixa eu cuidar de você, proteger quem eu amo. Proteja-me também, estando do meu lado e ocupando todo esse espaço, todo esse vazio, e assim não deixando mais ninguém entrar. Porque não me interessa mais ninguém. Quando fores embora e deixar de novo o buraco aqui - mais profundo -, acabará entrando outra pessoa. Minha defesa é forte, mas não invencível. Porque eu sinto, eu amo, eu desejo. E acabo acreditando nas mentiras dos outros, esperando que algum deles possa invadir minha fortaleza, acabar com esse medo que eu também sinto e ocupar de vez o cargo que não é permanente de ninguém, mas é temporariamente seu.
Se teus anseios te impedem de ficar, então vá. Mas vá ciente de que a oportunidade é uma só. Se desistir, é para sempre. Se passar pelos muros afora, não volte. Não quero visitas, não ligo para seus arrependimentos. Procuro amor, uma pessoa inteira e não pela metade. Vá ser pela metade em outros lugares, seja inteiro aqui. O portão é serventia da casa, mas garanto que o serviço dentro dela é bem melhor do que lá fora. Mas não dá mais para ficar em cima do muro.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Estranho idealizado
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Erros
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Para alguém entender
Vem cá, senta aqui. Eu sei que a vergonha é grande, eu também tenho, mas não sei o que você faz que me seduz a te falar essas besteiras. Seduz-me a te seduzir, te manipular, jogar com teu corpo novinho. Esquece a vergonha, ignora, a tranca em algum lugar. Mas não joga a chave fora, não. Porque tem que ter vergonha, é até bom. Mas com os outros, não comigo. Vai, ignora-a. Escuta-me, me entende. Obedece, amor. Senta aqui do meu lado. Chega mais perto. Sente o cheiro do meu perfume na minha nuca, repara no brinco que eu coloquei. Chega mais perto, até seu nariz roçar na lateral da minha mandíbula, até que sua voz seja um sussurro no meu ouvido. Passa sua mão ao meu redor, num meio-abraço, com a sensação de abraço inteiro. Beija meu ombro nu, ou beija o imaginando assim. Beija meu pescoço, minha orelha. Sinta-me, deixa eu te sentir também. Deixa-me provar do veneno que me fez vir até aqui falar baixinho meus desejos. Tira essa blusa, me deixa lamber teu peito, morder tua barriga. Não, não me pede para parar. Eu sei que não posso, mas eu quero. Deixa-me querer, deixa eu me atrever. Pega-me no colo, me encosta em qualquer lugar. Muito rápido? Ou devagar...? Digo, quer que eu volte pro início? Voltamos então, meu amor. Mas olha pra mim. Encara meu olhar, não foge desse abismo. Deixa ele te consumir, te puxar, te tentar... Isso mesmo, chega mais perto e esquece a insegurança. Porque se você não sabe, eu sei por nós, sou segura por você. Temos tanto tempo, mas temos que ser rápidos. Porque eu tenho muito pra fazer, outros jogos pra jogar... Então para com essa marra, segura meu cabelo e beija minha boca, me deixa louca, tanto quanto estou enlouquecendo com essa distancia entre nós.
Ou fica aí, parado, amedrontado. Vendo-me voltar para os braços de quem eu nunca deveria ter entrado.
domingo, 11 de setembro de 2011
Aquela época
Lutei tanto pra conseguir isso. Esse pavor de você, te evitar. Enganei-me, o máximo que pude, acreditando que tinha finalmente conseguido isso. Mas o meu pavor era de nunca mais receber ligações suas ou de passarmos um dia um pelo outro, seja onde for, e você não me reconhecer. Não lembrar tudo – e tanto – que vivemos. Juntos. Ah, pavor. Terror. Aterrorizava minhas noites.
O telefone tocava. Não era você. Nunca era. Nunca mais foi. Mas costumava ser, sabe, naquela época.
Época que eu reclamei tanto de ti. Mas tanto, tanto. Mal sabia eu que as poucas ligações suas que eu recebia seriam o bastante hoje, até demais, quem sabe seriam tudo. Porque você costumava ser tudo. Pra mim, pra outras. Elas nem sei hoje, mas quanto a mim... Ainda suspiro, revoltada, teu nome.
Não tenho mais mensagens suas – não que eu tivesse tomado coragem de apagá-las, mas quando troquei de aparelho elas sumiram, feliz ou infelizmente, automaticamente -, não tenho mais notícias ou qualquer detalhe da tua (nova) vida sem mim. Se não mudou de perfume, ainda lembro-me dele. Do cheiro. Se tua voz não ficou ainda mais grossa, posso quase senti-la sussurrar novamente na minha nuca. Sabe, igual àquela época.
Maldita época. Tudo parecia difícil, e era difícil mesmo, mas só o comecinho disso. Deixamos a pedrinha ir rolando e virar uma enorme bola de neve. E eu, com esse tamanho todo, não consigo sair dessa bola.
Quantas vezes achei que ainda amava. Talvez ainda amasse. Talvez não. Quanta ingenuidade. Odiava-te com todo o coração, mas era só você me abraçar que ficava tudo bem. Porque eu só precisava de você.
Que clichê. Que meloso e ridículo. Eu posso ter amado. Eu amei, definitivamente. Mas foi isso. Foi, já passou. O que eu sinto hoje é vontade de sentar e conversar com você por horas e dias, sobre tudo o que aconteceu, os motivos, as intenções, os sentimentos. Conversar tanto até a ponta da língua ficar dormente e a mente confusa. Sabe? Como fazíamos... Naquela época.
Liga, aparece, me manda uma mensagem. Deixa eu te ver. Deixa-me saber como você ta. Curiosidade, sabe? Não some, como costumava fazer. Não erra, como costumava fazer. Faz diferente. Diferente de tudo daquela época. Eu entendo. Eu espero. Eu supero quando você resolver ir embora de novo. Igualzinho como eu fazia. Naquela época.
terça-feira, 29 de março de 2011
Sem indiretas
Disseram-me uma vez que é fácil seguir em frente, que o difícil é não olhar para trás; que espiar o passado é sofrer duas vezes. Que eu deveria parar de idealizar o amor em vez de encontrá-lo, porque às vezes ele é só uma escolha e não sempre um raio que vai cair do nada. Falaram-me que o amor... Que talvez o amor verdadeiro seja só uma decisão - decisão de correr algum risco com alguém.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Dica
Mulheres: Se ele não gosta de você, se fica com outras na sua frente, se diz que não está "pronto" para um relacionamento, se fica com você e com outras ao mesmo tempo, se está claramente te enganando, iludindo, mentindo, fingindo, prometendo e não cumprindo, ou não tão claramente assim... Bem, ABRA MÃO. Deixe-o ir! Pare de correr atrás porque tem gente que é caso perdido. E hoje em dia, a maioria dos homens são. É o seguinte: "Se você ama alguém, deixe-o livre. Se ele voltar, é seu. Se não, nunca foi." Resumindo... Não. Sofra. Por. Quem. Não. Gosta. De Você. Tenha amor próprio.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Ironias do amor
quarta-feira, 9 de março de 2011
E se não é amor...
Oceano
Sabe quando você passa reto? Numa festa, na rua, em qualquer ocasião. Isso me mata. Mata aos poucos, mói minha sanidade, queima meu peito. Tenho vontade de exigir atenção, carinho, algumas palavras, ao menos, ou um simples olhar. Um simples olhar! Aquele olhar que costumava parar o mundo ao nosso redor para existir apenas eu e você.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Desconhecido
O que me deixou inquieta foi o fato de eu sorrir tanto. Sorrir por nada. Sorrir apenas por o ver sorrir. Não é o sorriso perfeito, nem o mais bonito que eu já vi, ele era apenas contagiante. Os olhos transmitiam intensidade, maturidade, uma ponta de brincadeira e aquela dorzinha escondida ali, pra ninguém ver. Mas eu vi. E eu senti uma vontade inexplicável de curar o que ficou pela metade, que ele se negou a aceitar. Quis curar o incurável, tratar da ferida aberta. Olhava, ardente, o que sou por fora. Pena que não pode me ver por dentro. Pena que não pode sentir o que eu sinto, imaginar o que eu penso. Porque se pudesse, não me olharia assim. Fugiria de mim. Teria medo do que se passava na minha cabeça naquele momento, do meu estranho desejo de tirar dele aquilo que o prendia a um passado recente, um presente turbulento. Eu pretendia mexer em partes dele que provavelmente ficariam guardadas se dependesse somente daquele coração. Que se tornara frio, mas que de frio não tinha nada. Ele transmitia calor, sentimento, vontade de se entregar. E eu quis tanto abrir meus braços pra tudo aquilo. Quis tanto quanto ele lesse minha mente e fugisse de mim. Porque, nesse instante, já basta o que está acontecendo comigo. Basta eu não saber o que sinto pelos que já estão presentes na minha vida, não preciso de mais uma complicação. Mas é justamente quando a gente menos deseja, que acontece. Ou quem sabe eu só esteja usando-o como distração, para mudar o dono das minhas palavras. Tudo isso, por sua vez, pode ser fruto da minha imaginação. Mas seja como for, que apenas seja. Estou esperando sempre pelo pior, na esperança de que aconteça o melhor... Pelo menos uma vez.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
domingo, 26 de dezembro de 2010
Resto
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Masoquista
Masoquista. Ah... Coração burro.


